É sempre tristonha e ingrata Que se torna a despedida De quem temos amizade Mas se a saudade nos mata Eu quero ter muita vida Para morrer de saudade
Dizem que a saudade fere Que importa quem for prudente Chora vivendo encantado É bom que a saudade impere Para termos no presente Recordações do passado
É certo que se resiste Á saudade mais austera Que á ternura nos renega Mas não há nada mais triste Que andar-se uma vida á espera Do dia que nunca chega
Só lembranças ansiedades O meu coração contém Tornando-me a vida assim Por serem tantas as saudades Eu dou saudades alguém Para ter saudades de mim
Compositor: Carlos Conde e PopularPublicado em 1964ECAD verificado fonograma #5365570 em 08/Abr/2024